terça-feira, 20 de dezembro de 2011


É chegada a hora em que todos, ao menos no hemisfério ocidental do planeta, se confraternizam. É Chanucá (hanukkah) para os judeus e  Natal  para os cristãos. Em quase todas as religiões o sentimento de irmandade e congraçamento toma conta dos corações daqueles que creem.

Pois bem, nada é muito diferente, pois o ser humano, a humanidade em sua maioria, quer e busca sempre a vida plena, repleta de alegrias e satisfações.

A PAZ entre os povos, o fim da miséria e das doenças, sempre foram e serão desejos de quase todo ser humano. As mensagens cristãs se repetem ano após ano, mas acabam sempre ofuscadas pela necessidade de vender um novo produto. Jesus de Nazaré,e principalmente seus ensinamentos, quase nunca é visto nas decorações natalinas. Em vez disso, o que vemos são luzes, pinheiros enfeitados, renas, chaminés, e o "bom velhinho" estampado a cada metro da cidade.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Psicanálise e Sétima Arte

Psicanálise e 7a arte

A colega psicanalista Flávia Albuquerque, se propõe a fazer uma reflexão sobre o filme que será exibido sob a perspectiva teórica e clínica da psicanálise.

O filme a ser debatido é “Bem me Quer, Mal me Quer” (À la Folie... Pas du Tout), produção francesa de 2002, dirigida por Laetitia Colombani, com Audrey Tautou, Samuel Le Bihan, Isabelle Carré e, Clément Sibony. Com duração de pouco mais de 90 minutos, a película narra a história de Angélique (Audrey Tautou), uma artista plástica que desenvolve uma paixão desmedida pelo médico Loïc (Samuel Le Bihan). A despeito de tudo o que seus amigos lhe dizem e de diversos acontecimentos que provam o contrário, Angélique persiste na idéia de que Loïc também a ama, transformando o que de início parecia ser um desencontro amoroso em uma perigosa obsessão.

Devido a pequena possibilidade de vagas, as inscrições são feitas a partir de depósito bancário no valor de R$ 80,00 (oitenta reais) e com o envio do comprovante atrvés de e-mail para: flavia@pontolacaniano.com.br.

O evento terá local na Rua Mariz e Barros, 176 Sala 803 – Icaraí – Niterói – Rio de Janeiro. Telefones para contato: 9792 8326 e 7870 2323.

sábado, 19 de novembro de 2011

Livro: “Ensaios Psicanalíticos: Clínica Psicanalítica”.

Ensaios Psicanalíticos

O colega psicanalista Flávio C. Ferraz acaba de lançar pela Editora Casa do Psicólogo, com o apoio do Instituto Sedes Sapientiae, o livro “Ensaios Psicanalíticos”.

“Ensaios Psicanalíticos” é composto por treze artigos publicados anteriormente em revistas psicanalíticas. Trata-se de uma retrospectiva, na qual trabalhos escritos entre os anos de 1994 e 2011 foram revistos e atualizados,ora ampliados,ora resumidos.

Abordando temas como a psicose, a perversão, a somatização, as tendências antissociais, a violência, o trabalho, a ética e a formação psicanalítica, o livro lança uma perspectiva sobre o conjunto da obra do autor, refletindo os momentos significativos de sua pesquisa teórico-clínica e de sua escrita. Cada um dos textos remete a seu trabalho de mestrado, de doutorado, de livre-docência, de militância no Cursos de Psicanálise e de Psicossomática no Instituto Sedes Sapientiae (de São Paulo), e assim por diante.

É o sexto livro do autor no campo da psicanálise, e o quarto a ser publicado na coleção “Clínica Psicanalítica”, da Editora Casa do Psicólogo, série de livros por ele próprio dirigida.

O prefácio, assinado por Rubens Volich, busca entrelaçar os momentos profissionais do autor com cada um dos textos ali reunidos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

XXVI ENCONTRO “CONVERSANDO SOBRE A ESQUIZOFRENIA”

Cartaz Conversando Esquizofrenia

Neste próximo sábado, entre 13 e 17 horas, no Teatro Marcus Lindenbergh, que fica na Universidade Federal do Estado de São Paulo, na Rua Botucatu, 862., telefone (11) 5575-4243, na capital paulista, a Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Esquizofrenia (ABRE) realizará uma Mesa Redonda com o tema: “Esquizofrenia e as Neurociências”.

Os debatedores serão o Prof. Dr. Rodrigo Affonseca Bressan, que é corrdenador do Programa de Estudos sobre Esquizofrenia (PROESQ) do Laboratório de Neurociências Clínicas (LINC) da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIESP); o Dr. Arthur Berberian, que é neuropsicólogo do LINC da UNIESP; além de um portador de esquizofrenia e um familiar. 

PROGRAMAÇÃO:

12h30 – 13h00 - CADASTRAMENTO

13h00 - APRESENTAÇÃO DA ABRE

13h15 - MESA REDONDA:

Prof. Dr. Rodrigo Affonseca Bressan  aboradará  “Neurociências e Esquizofrenia”

Dr. Arthur Berberian abordará os “Aspectos Neuropsicológicos da Esquizofrenia”

Os convidados (portador e familiar) exporão suas experiências.

15h00 COFFEE BREAK

15h30 – 17h00 - DIÁLOGO ENTRE PALESTRANTES E PLATÉIA

O EVENTO é GRATUITO e as inscrições serão feitas no local.

José Alberto Orsi
Diretor Adjunto da ABRE.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Estrutura Psicótica da Psicose

A manifestação psicótica tem como primeira característica o fato de se situar numa estratificação outra, com alienação do conteúdo, manifesta na alucinação, no delírio, e também alienação quanto ao continente, o que constitui a originalidade e a gravidade da psicose. A alienação de continente incide sobre a estruturação do fenômeno mental e sobre a elaboração do pensamento.

No psicótico, há uma insuficiência/inaptidão em distanciar-se no aspecto imaginário e simbólico, o que deixa espaço para sistemas equivalentes de expressão direta das pulsões, por reificação e não por mentalização, havendo uma coisificação de qualquer esboço de mentalização. É esta exteriorização reificante que substitui a tomada de consciência interna de um desejo.

O lugar da psicose na evolução dos indivíduos caracteriza-se por uma fixação e uma não superação do registo pré-objetal.

Os modos de funcionamento do lactente na fase oral estão ligados à entrada ou saída, com a presença da dupla polaridade da introjecção ou projeção, sem haver diferenciação entre a realidade interior e o meio circundante. A posterior repetição da presença e da ausência associada à satisfação e à carência permitem que o sujeito normal passa duma situação fusional e narcísica unipolar para o reconhecimento progressivo de uma distanciação bipolar sujeito-objeto, em que o ego se autonomiza progressivamente do meio circundante.

Segundo Lebovici (1956), é a existência de um ego separado do objeto que resolve a situação pré-objetal, diferente da relação objetal em que há uma separação do sujeito e do objeto.

A organização de um ego separado do não ego permite a diferenciação entre e realidade exterior e interior/ fantasmática, sendo esta existência separada que é deficiente no paciente psicótico.

Independentemente dos fatores orgânicos, o fator educativo, e em especial o papel da relação materna primária, que é objeto fundamental de identificação estruturante, é muito importante.

A mãe do psicótico pode manter o bebê paciente numa situação imprópria ao desenvolvimento das manifestações pessoantes: caso das mães hiperprotetoras e mais raramente no caso das mães ausentes, bem como no caso das mães que não ouvem o pedido dos filhos, respondendo não à necessidade dos mesmos, mas sim ao seu próprio desejo.

Encontra-se assim frequentemente no psicótico uma perturbação na função do desejo, sendo ele incapaz de significar o movimento pulsional. Além da mãe tem deficiências na sua função estruturante em relação ao continente, e também ao nível do conteúdo, ao ter uma necessidade patológica de exclusividade, o que impede a criança de sair para o exterior, nomeadamente para o pai.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Funcionamento Mental do Portador de Transtorno Mental Grave

A saúde e o crescimento mental resultam da relação sanígena e desenvolutiva com objetos sãos e expansivos; a doença resulta, portanto, da relação de constrangimento com objetos patológicos e patogénicos, uns e outros externos e interiorizados (sendo que são estes últimos os mais significativos, quer para o bem, quer para o mal).

O self é uma estrutura dinâmica em busca de relação com o objeto, sendo em face da responsividade deste que se vai organizar o estilo ou sistema relacional. Em sistema aberto e expansivo, se a resposta é favorável ao desenvolvimento, isto é, quando o self é reconhecido na sua realidade de impotência, desamparo e dependência, bem como é amado e apreciado como é; em sistema fechado e de constrangimento, se é frustrado na sua necessidade, desejo e apelo à compreensão alargada e resposta oportuna, adequada e harmoniosa.

Existem fundamentalmente dois tipos de funcionamento mental perturbado:

  • o funcionamento esquizo-paranoide ou esquizoide (também denominado por alguns autores funcionamento narcísico ou autístico)
  • o funcionamento depressivo (também denominado por alguns autores funcionamento objetal)

domingo, 6 de novembro de 2011

Noções sobre a Depressão e seu tratamento

TRÊS NOÇÕES SOBRE A DEPRESSÃO E SEU TRATAMENTO

1. Depressão reativa ou depressibilidade – capacidade para se deprimir e fazer o trabalho de luto.

2. Depressão patológica – baseia-se em relações objetais predominantemente narcísicas e é quase sistematicamente uma reativação de uma depressão infantil (se não tiver havido perdas afetivas na infância, a autoestima será suficientemente forte e consolidada)

3. Depressividade ou depressão narcísica – condição psíquica de certo abatimento, algum desespero e dificuldade de investimento da ação, resultante de uma excessiva submissão ao objeto e nostalgia do objeto idealizado perdido

Nos sujeitos depressivos, encontramos um objeto primário controlador, mas bastante admirado pelo sujeito porque também é caloroso, solícito e dedicado; deste sistema relacional, resulta a formação de um superego precoce e esmagador da atividade espontânea do indivíduo e uma relação de idealização e de amor, que impede toda a tentativa de o expulsar da mundo interno, também porque esse objeto é reassegurador do narcisismo do sujeito e propulsor de uma autoafirmação sem limites em relação ao mundo e aos outros.

Assim, encontramos neste sujeito uma relação de submissão e apreço com um superego esmagador e um ideal do eu megalômano, já que o ego está numa identificação alienante com o objeto. Este objeto tem como traços característicos o masoquismo (exibindo o seu estatuto e condição de vítima) e a ambivalência (atitude de proteção e afeto contrastando com sentimentos de saturação emocional e rejeição). Assim, a história modelo de uma personalidade depressiva é a seguinte: